O tão esperado dia da exibição da reportagem da TV Tem chegou!
O Tem noticia vem apresentando Tradições que podem ser extintas. Ribeirão Grande está entre eles, mas graças ao empenho da Associação Cultural Caipira Cuitelo esse risco está amenizado!
D. Augustinha conhecimentos e sabedorias colhidas pelo tempo!
No video ela noś da não só uma aula de como fazer a panela de barro, mas também uma aula de arte e cultura a futuras gerações e a importância de preservar nossas tradições!
Uma das poucas artesãs que resiste ao tempo, A rica cultura e tradição desse povo é o maior tesouro que temos guardado!
Fontes
Video: Youtube
Fandango de Tamanco
Reportagem TV TEM
Foto da decada de 40
Tirada pelo Sr. José de Almeida Castro
E nos presenteada pelo amigo Junior de Intervales.
Isso é uma reliquea maravilhosa!
Se alguem mais tiver fotos dessa época com o nome do fotografo ou dono da foto e quer compartilhar por gentileza me procure!
Assim que conseguir com resolução melhor estarei trocando!
O Proponente do Projeto é o Jovem Diogo Araujo Silva, que integrante do Grupo desde 2006, luta incansavelmente pela preservação da cultura caipira.
O Grupo de Fandango de Tamanco Cuitelo , criou a Associação Cultural Caipira Cuitelo em 2007, que busca resgatar as manifestações folclóricas e preservá-las para as novas gerações.
Hoje o Grupo conta com grande participação de jovens e crianças, que também , lutam pelo resgate das tradições Culturais.
Diogo Araujo deixa um convite a todos.
“Olá Amigos do Fandango, sexta e Sábado , 17 e 18 de julho, nós estaremos realizando uma exposição de Fotos , de instrumentos com mais de 100 anos e o nosso Documentário , na Festa Julina no KAI KAN, a partir das 19:00 horas...
Leve seus filhos e amigos e conheça o nosso trabalho no resgate de nossas culturas e Tradições”
Vale a Pena Conferir Pessoal
Meus agradecimentos ao Diogo Araújo pela material disponibilizado! E obrigado por cultivar nossas culturas caipiras.
Grupo de Fandango de Tamanco Cuitelo.
Representando a Cultura Caipira de
Ribeirão Grande e Capão Bonito
Programa Alma Caipira (Dani & Danilo) - Fandango de Tamanco Caipira
Entrevista exibida no dia 21/06/2015 com o Grupo de dança Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande, SP.
A aqueles que admiram a cultuara caipira postarei uns videos abaixo.
FANDANGO CAIPIRA É DESTAQUE NAS TELINHAS DA TV.
Dia 9 de Julho, foi gravado mais uma grande reportagem para TV TEM
O Fandango vem sendo destaque nos meios de comunicação da região.
Revelando 2009
Enviado em 22 de set de 2009 por Felipe
Santos
Grupo de Fandango de Tamanco Cuitelo de Ribeirão Grande se apresentando no XIII Revelando São Paulo 2009 - Festival de Cultura Paulista Tradicional no Parque da Agua Branca em São Paulo
FESTIVAL DE OLIMPIA 2001 - FANDANGO DO TAMANCO. Publicado em 4 de jul de 2014 por GILBERTO DE ANDRADE REZENDE
FOLCLORE
GRUPO DE DANÇA
FANDANGO DE TAMANCO – 2001
DO ESTADO DE SÃO PAULO
NA CIDADE DE OLIMPIA – SP – BRASIL
DÉCADA DE 1980
Este documentário pertence ao acervo da Casa do Folclore
Bom dia, hoje ficamos mais animados ainda para dar continuidades aos
projetos em andamentos o meu "Resgatando Culturas II" e "Mapeamento Histórico
em Grupo" e "RGM" do Edil. A possibilidade de visitar o ponto de partida
de nossa cidade "O Arraial Velho" que veio através de um contato com um
amigo nos deixou com grandes expectativas e criou - se também a
possibilidade de acrescentar os membros de nosso grupo. Esperamos que
seja possível essas duas hipóteses! :)
O nosso proximo passo é as minas do Paranapanema e o encanados.
Deixo aqui um pouco do inicio da História.
A
descoberta do ouro na nossa região aconteceu no começo do século XVIII,
por Miguel de Barros e João Fernandes Távora ambos da Vila de Sorocaba,
embora ja havia relatos de exploração de ouro no fim do século XVII, no
Vale do Ribeira, mais precisamente em Iporanga e Ivaporunduva ambos
locais estão localizados as margens do Rio Ribeira de Iguape, o que
possivelmente facilitou a entrada por embarcações, ao invés de desbravar
as florestas montanhosas das nascentes do Rio Paranapanema.
Em
carta ao El-Rei de Portugal Dom João V, datada de 26 de Novembro de
1717, o ouvidor-geral de São Paulo Raphael Pires Pardinho menciona o
seguinte acontecimento:
"a
21 do dito mês lhe mandara dar parte Miguel de Barros, morador na vila
de Sorocaba, que indo com João Fernandes Tavora às cabeceiras do rio
Paranapanema, nelas descobrira algumas faisqueiras de ouro e que a
amostra enviada, examinada pelos práticos de Minas Gerais, foi
considerada igual ao ouro do Ribeirão do Carmo."
Pardinho
encaminhou a mesma mensagem ao Conde de Assumar, repondendo-lhe em
carta datada da vila de São José, a 1 de Agosto de 1919, mas foi o
Governador Geral da Capitânia de São Paulo Rodrigo Cézar de Menezes quem
realmente deu importância a esses descobrimentos.
Segundo alguns documentos da época, João Quaresma de Almeida, Domingos Vicente Luiz, Antonio da Cunha de Abreu e João Coelho Duarte como novos descobridores de ouro na região. Domingos Vicente Luiz foi nomeado guarda-mór, em 1724, substituído por João Quaresma de Almeida,
Diogo de Toledo Lara foi nomeado como Capitão-mór Regente em 1725 mais
tarde substituído por Antonio Camargo Ortiz, (considerado homem violento
e rigoroso), que em 1727 foi sucedido por Antonio da Cunha de Abreu,
deixando o cargo no ano seguinte, passando-se para São Paulo, onde foi
eleito Juiz ordinário e posteriormente nomeado provedor do registro de
Mogi do Campo, em 1733 nas Minas de Goias, cargo exercido por muitos
anos. Em
1728 Bernardo Antunes de Moura foi nomeado Capitão-mór Regente,
substituído pelo português João Coelho Duarte, qual havia vindo das
Minas Gerais com muitos escravos, essa patente foi passada pelo
Governador Geral da Capitânia de São Paulo Antonio da Silva Caldeira
Pimentel, durante sua estadia no Arraial das Minas do Paranapanema
(antigo Arraial Velho). (Fonte IHGB).
“O local denominado “Capela da Cruz do Negro” é um sítio que existe aproximadamente há 300 anos. Segundo os moradores mais antigos,
num passado longínquo, dois escravos fugiram de Xiririca, no Vale do
Ribeira, atual cidade de Eldorado Paulista, na época em que ali haviam
garimpeiros em busca de ouro em fins do século XVII. Estes negros em fuga chegaram onde
hoje se encontra a cidade de Ribeirão Grande mais propriamente no bairro
Ouro Fino. Um deles, faminto e esgotado de tanto andar pela mata
fechada da Serra do Paranapiacaba, parou e sentou enquanto o outro foi
buscar ajuda.
No poema “A Cruz do Negro” de seu Joaquim Gabriel, é contada com riquezas de detalhes o decorrer desta história:
“Rezando pra achar um homem que matasse aquela fome e contente ele ficou bem lá longe na baixada viu uma luz muito fraquinha e, ô de casa gritou. Apareceu uma velhinha muito magra e bem pretinha e pro negrinho perguntou o que você procura nesta noite escura? A sorte que você me achou! O negrinho respondeu: É que um irmão
meu de fome adoentou, a velhinha olhou pro lado vou lhe arranjar um
virado, mas a viagem não adiantou. Vá de volta de onde veio corte
caminho pro meio vosso irão não aguentou, o negrinho ficou branco tão
grande foi o espanto e correndo ele voltou, chegando perto do irmão viu
ele caído no chão e a história confirmou. Ajoelhou e olhou para o céu de repente viu um véu e nessa hora chorou. A mesma velhinha aparaceu fazendo prece e o negrinho falou: Você é Nossa Senhora já posso morre agora? E ali mesmo ele tombou!” Daí por diante foi eternizada essa história nesse pedaço de terra.
A comunidade ergueu no local uma Cruz e construiu uma Capela. Uma parteira das redondezas, Dona
Rita, dizia que os falecidos recém nascidos eram enterrados ao lado da
Capela, formando um pequeno cemitério de “anjinhos”.
Até algum tempo atrás as comunidades
vizinhas como a grande Freguesia Velha, Barro Branco, Charol, Ouro
Fino, Passagem e Maciel participavam antigamente das festas religiosas
na Capela Cruz do Negro, onde no dia 3 de Maio era comemorado o dia de
Santa Cruz. Histórias como a do Senhor Adão
Paulo Ferreira, de 80 anos, que se recorda quando vendia pães caseirs
nas festas e rezas da Capela.